Quando se fala em infecções urinárias, logo nos vem à cabeça a saúde feminina. Isso se deve à anatomia feminina: uretra mais curta e mais próxima do ânus.

Mulheres costumam ter até quatro infecções urinárias por ano, diz especialista

Quando se fala em infecções urinárias, logo nos vem à cabeça a saúde feminina. Queixa comum nos consultórios médicos, as infecções atingem 50 vezes mais mulheres do que homens. Isso se deve principalmente à anatomia feminina: uretra mais curta e mais próxima do ânus.

Causadas principalmente pela Escherichia coli, bactéria importante para a digestão e que está presente no intestino, as infecções são classificadas como uretrites (quando acometem a uretra), cistites (bexiga) e pielonefrite (rins).

Segundo a ginecologista Silvana Quintana, a cistite é comum nas mulheres e causa grande desconforto. “Muitas chegam a desenvolver até quatro infecções urinárias por ano. Mas, embora sejam comuns, devem sempre ser tratadas com orientação médica devido ao risco de evolução para quadros infecciosos mais graves”, explica a médica.

As principais queixas são: urinar em pequena quantidade várias vezes e ardência ao urinar. Sensação de peso ou dor pélvica, urina turva ou escura e presença de sangue na urina também são sintomas indicativos de uma infecção.

O mal-estar causado pelas infecções muitas vezes leva a paciente a buscar alternativas mais rápidas. Dentre eles, há o uso de medicamentos que aliviam os sintomas ou uso de sobras de antibióticos.

Ainda de acordo com Silvana, a legislação que controla a venda de antibióticos, contribuiu muito para evitar a automedicação. Entretanto, ainda há quem busque alternativas caseiras ou faça uso de sobras de remédios.

Prevenção

Veja alguns hábitos que podem ajudar na prevenção de infecções urinárias:

  • Ingerir muita água, pois colabora com a eliminação de bactérias da bexiga;
  • Urinar com frequência. Segurar a urina aumenta o risco de proliferação de bactérias. Urinar após uma relação sexual também favorece a eliminação de bactérias que possivelmente tenham entrado no trato urinário durante o coito;
  • Caprichar na higiene mantendo a região genital sempre limpa. Após a evacuação, passar o papel higiênico de frente para trás e lavar a região com água e sabão;
  • Tratar a prisão de ventre, pois também auxilia na proliferação de bactérias;
  • Evitar roupas muito apertadas e cuidar da higiene das roupas íntimas;
  • Trocar absorventes internos e externos com frequência de duas a três horas, no máximo.

 Diagnóstico e tratamento

Embora o exame de cultura de urina seja o padrão para o diagnóstico da infecção urinária, atualmente cresce o uso das técnicas de biologia molecular como opção para resultados mais rápidos e minuciosos para casos de infecções. O diagnóstico preciso da infecção e o tratamento correto são fundamentais. As infecções urinárias podem evoluir para quadros graves como infecção renal infecção generalizada, e até mesmo danos permanentes nos rins. Em gestantes, aumentam as chances de parto prematuro ou bebê com peso abaixo do normal e óbito fetal.

Geralmente, o tratamento de uma infecção urinária é feito com antibiótico associado a medicamentos para alívio do desconforto, como antissépticos e analgésicos. Os sintomas costumam desaparecer em poucos dias, mas é fundamental que o paciente complete o tratamento no prazo determinado pelo médico, sob risco de retorno ou agravamento da doença.

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